quinta-feira, outubro 25, 2007

Sitcom Disease

Hoje decidi falar de algo fútil, menos sério do que os últimos posts, e que não é engraçado para muitos. Para mim é. Se possível passo o dia assistindo a sitcoms pulando de Warner para Fox, depois voltando à Sony e até me aventurando pelo AXN.
Quanto mais assisto mais vejo o brilhantismo dos roteiristas e redatores de tais shows. Os sitcoms são o tipo de coisa que ou você ama ou você odeia. E há muita explicações para isso. Geralmente os que odeiam ou nunca assistiram ainda a ponto de ignorar aquelas risadinhas que são realmente chatas (acredite, at some time you don´t even listen to them anymore) ou então não tiveram um relacionamento muito intimo com a língua inglesa, pois as legendas tem o dom de estragar a piada.
Se os caras dizem “Ele não consegue digerir milho” em função de seus hábitos alimentares de “mocinha”, os tradutores trocam para “ele não pode comer muito”, vai saber se eles acham tal frase engraçada. Enfim, eles estragam mesmo.
Não se pode falar de Sitcoms sem citar os clássicos. Seinfeld é um grande exemplo de sitcom bem sucedido (acabou porque cada ator pediu um salário de 1 milhão de dólares por episódio), a famosa comédia sobre o “nada”. A série mãe de Friends, ambientada também em New York, é o exemplo da genialidade desses seriados. Não há enredo, começo nem fim. Muitas vezes é bizzara, mas o que chama atenção mesmo é a construção da personalidade dos personagens. Você fica intimo e é aí que está o ponto.
Quem assiste Friends sabe que o Joey é mulherengo, fala “How U Doing?!” e é meio burro. Quando acontece alguma coisa em algum episódio já esperamos uma reação condizente com seu estilo de vida, como se antecipássemos o que eles vão fazer em cada situação. Mad About You também é um dos meus preferidos nesse quesito. Conhecemos os elementos da vida do casal feliz que, no entanto, não parece um enlatado. Eles têm conflitos que remetem mesmo à vida cotidiana dos casais.
Na nova geração ponto para Scrubs, principalmente porque nunca houve nada parecido. Mostrar um hospital de uma forma cômica é um grande desafio, mas ao mostrar os devaneios de um monte de médicos loucos o seriado adquire uma leveza incrível e faz rir muito.Um episódio inteiro e você provavelmente será diagnosticado em breve com a “doença dos sitcoms”, e não se assuste se um dia se pegar assistindo Frasier no meio da tarde, ou ainda pior, ficar com vergonha por ser audiência de Ewerwood ou Gilmore Girls.
O segundo já assisto graças à Lorelai.

3 Comments:

At quinta-feira, outubro 25, 2007 3:01:00 PM, Blogger Fransmey said...

Nossa Muito bom Dan Dan!
Eu amo seriado americano.
Nos tempos teens era Dawson's Creek, agora to mais pra Sex and The City!
É sensacional a construção da personalidade dos personagens.
Quem não gosta é porque nunca tentou! Que nem bebida sabe? No primeiro gole é estranho mas depois vira a melhor coisa pra relaxar...

Adorei o texto!

Beijos

 
At quinta-feira, outubro 25, 2007 3:23:00 PM, Anonymous Vani said...

Aoooow, ja vi q realmente assisti todos ... iuahiuhaiuah... tb sou viciada neles.. e concordo com a maioria dos ptos citados por vc... adorei o texto e o blog... vou passar por aki sempre ... bjuuuus lindo

 
At segunda-feira, novembro 05, 2007 2:49:00 PM, Blogger Paulo Palavra said...

Lorelai?
Sou mais a Rory.. ai, ai... se bem a Rachel, de Friends tb... ai, ai...

 

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